sexta-feira, 21 de novembro de 2008

locais de culto - café "o palmeira" (palmeiras)

pois é...em alguma ocasião tinha de ser...resolvi hoje falar de locais de culto e para inaugurar a rubrica decidi falar daquele que é um dos locais de culto mais emblemáticos do Pinhal Novo - o "palmeiras"...toda a geração de malta entre os 30 e os 35 anos se lembra deste local emblemático...uma cave de um comum café transformado em bar da curte...snooker, salinha do DJ, bar em meia lua...os bancos e as mesas eram excelentes...e a média luz...fantástico! É um lugar que povoa o nosso imaginário...lá se fizeram grandes amizades, alguns amores e desamores e muita, muita porrada!
Enfim...saudades!!

quarta-feira, 5 de novembro de 2008

quarta-feira, 22 de outubro de 2008

ferreira leite vs. cunha e sá

noite de mini-entrevista na tvi (e que falta de jeito tem esta estação de queluz para as entrevistas políticas, afe!) com a líder da oposição Manuela Ferreira Leite a apresentar a sua falta de ideias ao país, em entrevista conduzida pela pseudo-jornalista/cronista/sou do contra/entrevistadora Constança Cunha e Sá (só pode mesmo ser o nome pomposo que lhe confere estatuto neste país, porque de resto...) Ponto 1: má entrevista por uma má entrevistadora e uma pior entrevistada... Ferreira Leite não tem ideias, não domina os assuntos, pior - não se interessa por eles!, acha que está velha e pode nem ser candidata nas eleições legislativas...para além disso a senilidade leva-a a dizer coisas do género - "o psd é lamentável, é pena, mas é!" quando se aborda a questão da possível escolha de Santana Lopes para as rédeas na Câmara de Lisboa. Ferreira Leite tem uma imagem cansada, está gasta, não tem credibilidade: haverá alguém que não se lembre das suas passagens pelos anteriores governos?, e para além do mais não sabe como conduzir o psd. Ferreira Leite é a não-oposição. Mas Constança não é melhor...entrevista mal preparada, por vezes perdeu-se nas perguntas, interrompia constantemente a sua desinspirada entrevistada, e optou por um estilo agressivo/eu sou do contra que não domina...
Conclusão...20 ou 30 min de má televisão...felizmente não era serviço público...ou doeria ainda mais!!

cavalinhos de Cavalia...

apenas uma palavra para descrever tudo o que se passou na minha deslocação a este pseudo-espectáculo: MAU!!
começa por um parque de estacionamento que custa 5 euros(!),que fica longíssimo do local do espectáculo e que não tem qualidade nenhuma...para mais nem nos passam recibo!! Depois somos arrastados para o interior do recinto pelo "importador" do espectáculo, com a indicação de "já começou!!" (como quem diz: despacha-te cabrão que tás atrasado). O interior da tenda é labiríntico e descobrimos que o palco corresponde a apenas 25% do tamanho da tenda, fazendo com que as pessoas que estão sentadas nas pontas da única bancada existente, fiquem com tremendos torcicolos. O espectáculo em si é entediante, muitos cavalos, poucas pessoas e um ritmo muito lento para o nível de emoção esperado habitualmente pelo exigente espectador português. Exemplo disso é a recriação de um "reflexo no espelho" protagonizado por duas senhoras de cabelos longos com dois cavalinhos brancos, e que parece não ter fim! E eis que, quando estamos quase a cair para o lado, chega o intervalo...e que intervalo...30 preciosos minutos. Descobrimos então os restantes 75% do espaço da tenda: MERCHANDISING!! cavalinhos e mais cavalinhos!! Resolvi matar a sede com o que achei que era mais barato...água. paguei 2,5€ (sim, dois euros e meio!!!!!) por uma garrafinha de 33 cl. Porra, pá! Contas feitas (e felizmente eu não pago bilhetes :) um casal com uma criança pagando 3 bilhetes, parque, pipocas e refrigerantes e um cavalinho de peluche de recordação, gastaria perto de 200 euros (mais de metade do salário mínimo). Do espectáculo aproveitou-se o momento do farwest (ou faroeste, se quiserem), esse sim digno da palavra espectáculo. O resto, uma lástima!

sexta-feira, 17 de outubro de 2008

e.g.m.d.v.

não sei porquê, mas sei que sim!!

terça-feira, 14 de outubro de 2008

Corre, dijo la tortuga

Corre,dijo la tortuga,
atrévete, dijo el cobarde,
estoy de vuelta, dijo un tipo
que nunca fue a ninguna parte,
sálvame dijo el verdugo,
se que has sido tú,
dijo el culpable.

No me grites, dijo el sordo,
hoy es jueves, dijo el martes,
y tú no te perfumes con
palabras para consolarme,
déjame solo conmigo,
con el íntimo enemigo
que malvive de pensión
en mi corazón.

El receloso, el fugitivo,
el más oscuro de los dos,
el pariente pobre de la duda,
el que nunca se desnuda
si no me desnudo yo,
el caprichoso,el orgulloso,
el otro, el cómplice, el traidor.

A tí te estoy hablando, a tí
que nunca sigues tú mis consejos,
a tí te estoy gritando, a tí
que estás metido en mi pellejo,
a tí que estas llorando ahí,
al otro lado del espejo.

A tí, que no te debo
más que el empujón que anoche
me llevó a escribir esta canción.

No me mientas dijo el mentiroso,
buena suerte dijo el gafe,
ocúpate del alma, dijo
el gordo vendedor de carne,
pruébame dijo el veneno,
y ámame como odian los amantes.

Drogas no, dijo el camello.
¿Cuánto vales? dijo el gangster,
a punto de rendirme estaba,
a un paso de quemar las naves,
cuando al borde del camino
por dos veces el destino
me hizo un guiño en forma de
labios de mujer.

-"¿Nos invitas una copa?"-
-"Yo te secaré el sudor"-
-"Yo te abrazaré bajo la ropa"-
-"¿Y quién va a dormir conmigo?"-
-"Ni lo sueñes"- contestó
una indignada,
otra, encantada,
no dijo nada y sonrió.

A tí te estoy hablando, a tí
que nunca sigues tu mis consejos,
a tí te estoy gritando, a tí
que estás metido en mi pellejo,
a tí que estas llorando ahí,
al otro lado del espejo.

A tí, que no te debo
más que el empujón que anoche
me llevó a escribir esta canción.

Corre,dijo la tortuga,
atrévete, dijo el cobarde,
estoy de vuelta, dijo un tipo
que nunca fue a ninguna parte.

Corre,dijo la tortuga,
atrévete, dijo el cobarde,
estoy de vuelta, dijo un tipo
que nunca fue a ninguna parte.

¿Pero si nunca fué a ninguna parte?
Corre corre





quarta-feira, 1 de outubro de 2008

não sei quantas almas tenho...

Não sei quantas almas tenho.
Cada momento mudei.
Continuamente me estranho.
Nunca me vi nem achei.
De tanto ser, só tenho alma.
Quem tem alma não tem calma.
Quem vê é só o que vê,
Quem sente não é quem é,

Atento ao que sou e vejo,
Torno-me eles e não eu.
Cada meu sonho ou desejo
É do que nasce e não meu.
Sou minha própria paisagem,
Assisto à minha passagem,
Diverso, móbil e só,
Não sei sentir-me onde estou.

Por isso, alheio, vou lendo
Como páginas, meu ser.
O que segue não prevendo,
O que passou a esquecer.
Noto à margem do que li
O que julguei que senti.
Releio e digo: <>
Deus sabe, porque o escreveu.


Fernando Pessoa

segunda-feira, 22 de setembro de 2008

Vamos a trabalhar meus meninos... (outro do arco da velha mas q nunca passa de moda)

Pois é, continuamos a ouvir notícias que nos informam que o desemprego continua a ser um flagelo e que cada vez mais empresas e pessoas encontram dificuldades em assegurar a sua subsistência. Mas quando será que alguém irá fazer a distinção entre emprego e trabalho? Emprego sem dúvida que há pouco, mas isso sempre houve, emprego é aquilo que os gatos gordos e seus familiares, associados, amigos e afins têm e como a expectativa de vida está cada vez maior é algo que agarram com unhas e dentes e não largam até não poderem mais. Já trabalho, bom isso meus amigos venho eu dizer que não falta. Não neste país pelo menos.

Agora o número de pessoas que estão dispostas a aceitar os trabalhos que existem, isso é outra conversa. Não entendam esta exposição como uma crítica às pessoas que perderam os seus trabalhos devido a dificuldades financeiras ou por outros motivos que não a sua culpa, porque essas coitadas viram-se sem a sua subsistência depois de trabalharem, em muitos casos, décadas em trabalhos para cuidarem dos filhos, pagarem as casas e carros e enfim, para darem uma melhor vida aqueles pelos quais são responsáveis por cuidar, e por tentarem ter uma vida melhor que aquela dos seus progenitores, que ao fim ao cabo é o que qualquer um de nós quer para si, e para os seus filhos.

Com isto, refiro-me aquelas pessoas, na sua grande maioria jovens que, por terem uma educação melhor em muitos casos que aquelas que os seus pais tiveram querem arranjar um emprego quando terminam os seus respectivos cursos, e que se queixam frequentemente de que não existem emprego. Bom, o não existir emprego é explicado em cima, por isso passemos ao trabalho. Ora são cada vez menos, devido às circunstâncias da sua educação, as pessoas que se querem consolar com menos do que aquilo para que trabalharam durante os primeiros anos de formação da sua jovem vida.

Não que seja uma coisa má, pelo contrário, acho que numa sociedade ideal todos deveriam ter direito a trabalhar naquilo que receberam formação para fazer, porque é assim que a sociedade evolui, ao ter as pessoas certas para os trabalhos certos. É quando essa atitude chega ao ponto de não procurarem outros trabalhos para iniciar a sua vida activa, só porque não conseguem trabalho na sua área de escolha que a coisa dá para o torto. E é esse o problema com o “desemprego” ou deveria dizer “desemtrabalho”, porque as pessoas não querem aceitar coisas que consideram abaixo da sua formação e da sua já considerável “experiência” de trabalho.

Ora se uma pessoa, já com alguma idade e experiência de trabalho, é despedida porque a empresa abre falência, essa pessoa não se preocupa tanto em pensar em não posso aceitar outro trabalho se ele surgir porque é abaixo das minhas qualificações, mas preocupa-se mais em pensar com o facto de que tem a casa para pagar, tem o carro para pagar, tem a educação dos filhos para pagar e um sem número de contas para saldar no final de cada mês que o simples orgulho e altivez de recusar um trabalho remunerado não paga por elas.

A que ponto vem tudo isto? Pois bem, as gerações mais “novas” ainda têm alguma coisa para aprender mesmo depois de terminarem a sua formação e estarem prontos para entrarem na vida activa. Por isso é preciso também aprender essa lição antes de clamar aos sete ventos as calamidades do não encontrar um emprego que lhes encha as medidas logo à primeira tentativa na primeira entrevista.

dc

quarta-feira, 17 de setembro de 2008

livros de cabeceira I...



















Henry James' Beast in the Jungle


is surely not for everyone, there is little action in the novella (I suppose that is the point actually) and the title could give readers the wrong idea. John Marcher, the protagonist, is re-aquainted with May Bartram, a woman he knew ten years earlier, who remembers his odd secret- Marcher is seized with the belief that his life is to be defined by some catastrophic or spectacular event, lying in wait for him like a "beast in the jungle."

May decides to take a flat nearby in London, and to spend her days with Marcher curiously awaiting what fate has in stall for John. Of course Marcher is a self-centered egoist, believing that he is precluded from marrying so that he does not subject his wife to his "spectacular fate". So he takes May to the theatre and invites her to an occasional dinner, while not allowing her to really get close to him for her own sake. As he sits idly by and allows the best years of his life to pass, he takes May down as well, until the denouement wherein he learns that the great misfortune of his life was to throw it away, and to ignore the love of a good woman, based upon his preposterous sense of foreboding.

James' language can be a bit stilted at times, and some of the dialogue may strike modern readers as out-dated. However James was a master of the novella format, and with The Beast in the Jungle he has written an engrossing psychological drama, which left me speechless at the very end. Pick up a collection that also includes The Turn of the Screw and Daisy Miller if you haven't already read them, they are accessible (more so than some of James' full length novels) and great examples of the format's potential.

segunda-feira, 15 de setembro de 2008

Sobre a promiscuidade ...

Somos gente pura: os mais novos não sabem o que é a promiscuidade, a minha rapariga se vir a palavra escrita deve achá-la muito comprida e custosa de soletrar: pro-mis-cu-i-da-de (pelo método João de Deus, em tipos normandos e cinzentos às risquinhas, até faz mal à vista!). A promiscuidade: eu gosto. Porque me cheira a calor humano, me sobe em gosto de carne à boca, rne penetra e tranquiliza, me lembra - e por que não ?! - coisas muito importantes (para mim, libertino se o permitem) como mamas, barrigas, pele, virilhas, axilas, umbigos como conchas, orelhas e seu tenro trincar, suor, óleos do corpo, trepidações de bicharada. E a confusão dos corpos, quando se devoram presos pelos sexos e as bocas. E as mãos, que agarram e as pernas, que enlaçam. Máquinas que nós somos, máquinas quase perfeitas a bem dizer maravilhosas, inda que frágeis, como não admirar as nossas peças, molas e válvulas e veias, todas elas animadas por um sopro que lhes parece alheio mas sai do seu próprio movimento, do arfar, dos uivos do animal, do desespero do anjo caído. E a par disso que é o trivial, que é o que cada um, tosco ou aleijado tem para dar e trocar, fatalidades, na sua mísera ou portentosa condição de bicho, a beleza, que é a surpresa, a harmonia das formas, que é a excepção e a inteligência, que é a reminiscência dos deuses. Ao lado do bicho, natural e informe, a estátua - onde a carne se afeiçoou em linhas puras, sabe-se lá porquê, por quem e para que fim (sim, o fim sabemos e é o que irmana todos na caveira desdentada horrível a rir-se muito da beleza e dos olhos que a gozavam, da estátua viva e das mãos que a percorriam demoradamente, enlevadas). A curva flutuante de um seio de donzela, a provocação que é a anca do efebo ou da ninfa, tão parecidas que se confundem; a amplidão do olhar e os seus mistérios, esquivas e trocadilhos - íntima largueza do reino da alma que jamais encontrarás seu fundo, e a cor alacre arrebatada duma risada; os passos, o cetim da pele, o emaranhado dos pêlos do púbis, e a alegria loira duma cabeleira solta, desmanchada nos abraços, saindo triunfal duma cama semidesfeita. A persuasão da fala, a fenda estreita que é a porta do paraíso e as outras mil maneiras ,de ver e gostar de ver um corpo ser nosso, subjugado por uma técnica ou o seu próprio desejo dissoluto; e tudo assoprado por dentro, tudo recheado de novas grutas ainda por explorar e que também jamais as conhecerás ou iluminarás todas, se elas a si mesmas se ignoram. Tudo cativado por uma divindade que é o todo, que é o Corpo, em risos e gritos, balbuceios de orgasmo e ranger de dentes; e a solidão duma lágrima lenta que desce a face no silêncio e na amargura; e o resfolegar do moribundo que já nada quer dos homens e com os homens, mas ostenta ainda na severidade da máscara, no desdém da boca desgarrada, uma altaneira nobreza; e a ferida do teu sexo aberta como uma nova última esperança de recomeçar tudo desde o princípio como se fora a primeira vez a fuga para o sono e o sonho. Nem eu me atrevia a falar-vos disto, senhores; nem eu nunca me atreveria a repetir coisas tão velhas, se não as visse serem atiradas para trás das costas, como se a enterrar em vida o corpo em cálculos e tristura os homens fossem mais livres e mais humanos. Ódio ao corpo, andam esses a dizer há dois mil anos, como se neste curto lapso de tempo da história do homem só devesse haver fantasmas descarnados. Ódio ao corpo, o teu e o meu, disfarçado em tarefas vis e loas absurdas, cobardias pequeninas. Nada disso é gente e eu gosto de estar com gente (falo de corpos), um enchimento de gente à roda, compacta, onde recebemos e damos, estamos e lutamos, sofremos em comum e gozamos. Onde tudo de nós é ampliado, revigorado, e medido pelo colectivo, pelos outros - espelho e limite, cadeia e espaço imenso, liberdade e nossa conquista.


Luíz Pacheco - in comunidades

sexta-feira, 12 de setembro de 2008

Os problemas das pessoas (para dar q pensar, ou não...)

Cada vez mais acho estranho o comportamento das pessoas, ainda que ninguém seja perfeito de certo que para se chegar a uma situação de conflito são precisas duas pessoas a puxar cada uma para seu lado.

No entanto dado o nosso próprio egocentrismo (e o meu também está incluído) ou seja lá o que lhe queiram chamar aparentemente só vemos os problema dos outros e não temos consciência do que estamos a projectar para cima deles. Por miúdos, projectamos para cima dos outros os nossos problemas e dizemos que é tudo problema dos outros, mesmo quando aquilo de que os culpamos é problema nosso e nunca deixou de o ser.


Talvez eu seja um pouco mais iluminado (ou iludido, conforme a interpretação de cada um a este artigo) que a maioria das pessoas, mas eu vejo isto. Ora quando me acusam de algo que até pode ser parcialmente culpa minha não posso deixar de analisar as raízes do problema e chegar à conclusão que afinal a culpa não é só minha, e que por vezes ainda que não tenha sido eu a começar uma coisa muitas vezes sou eu que a acabo porque não tenho muita tolerância para hipocrisia (e com o passar dos anos, essa tolerância tem-se vindo a reduzir cada vez mais).


Agora chegamos ao cerne da questão, a culpa é de quem, é de todos, porque não se vêm as coisas pelo que elas são, agora de uma pessoa levar com tudo em cima das costas sem a culpa ser repartida por quem a ela tem direito também cansa, e por vezes cansa de tal modo que uma pessoa tem de ventilar a frustração em alguém ou alguma coisa, e dizer as coisas como elas são sem rodeios ou rodriguinhos, ainda assim só o percebe quem aceita a situação, quem não o aceita passará uma vida inteira a acusar os outros e a recriminá-los por algo na qual também tiveram parte activa. E depois não gostam de ouvir, dizem isto e aquilo, e a culpa é sempre exclusivamente de outra pessoa, nunca cai à nossa porta mas sempre na porta de outra pessoa.


Ora acabou-se, sei que não é a melhor maneira de manter amigos, e muito menos a melhor maneira de se ser social, mas certas coisas precisam de ser ditas, e eu sempre tive o mau hábito de as dizer, ainda que em determinada fase da minha vida tenha tentado ser afável e compreensivo, claro que isso foi erro meu só acabou por confundir as outras pessoas, por isso a minha declaração de missão, a mal ou a bem todos levam aquilo que derem, se pagar com bem, leva bem de troco, se pagarem com mal, eu não dou a outra face. Fartei-me. É daquelas coisas sabem, os problemas das pessoas.... (os meus também).... a ver no que este circulo vicioso vai dar, espero que pelo menos num pouco mais de honestidade, tanto para os outros como para nós próprios, ir contra a nossa natureza deixa-nos vazios por dentro...


dc

Mais um exemplo da hipocrisia do governo... (e não só)

(Já tem uns meses, mas sempre actual)

Ora ontem vi mais duas notícias que me fizeram constatar a tamanha hipocrisia do nosso governo. Ora a primeira foi uma notícia sobre um jovem de 26 anos que na madrugada de sábado para domingo (de 8 para 9 de Dezembro) por volta das 3 ou 4 da manhã na Nacional 125 que se despistou num carro desportivo e furou literalmente pela parede de uma casa demolindo-a na sua quase totalidade e transformando o respectivo bólide numa panqueca ao passo que ele, coitado talvez tenha sido o mais sortudo, apesar da tragédia porque teve morte imediata.

Ora isto por si só não merecia um comentário de hipocrisia do governo não fosse pelo facto de pouco depois ter escutado uma outra reportagem sobre o desejo do governo em combater a sinistralidade e de ir nos próximos anos instalar mais radares aos longo das principais estradas do país para desencorajar o excesso de velocidade, um dos principais factores responsáveis pelos acidentes violentes que todos os anos ceifam centenas de pessoas e estragam a vida a não sei quantas mais.

Ora agora digo eu, se os senhores do governo que são os responsáveis pela legislação e impostos sobre o sector automóvel no nosso país realmente quisessem dar uma séria machadada na sinistralidade avanço aqui uma medida muito simples, limitem a velocidade nos veículos vendidos em Portugal (com estranguladores nos motores, por exemplo). Parece algo simples de dizer, mas compreendo obviamente que isto nunca acontecerá.

O motivo é simples, o montante que o ramo automóvel contribui para as finanças nacionais não é de modo nenhum insignificativo, e os lobbys dos fabricantes (e outros ligados ao ramo) de automóveis (que já agora são os principais responsáveis pelos acidentes, antes mesmo dos condutores embriagados e dos aceleras, porque lhes põem nas mãos armas carregadas com aceleradores de 130, 140, 150, 160, 170.... 210... km/hora que em vez de ceifarem a vida a uma pessoa, com a embalagem levam três ou quatro) nunca permitiriam que os seus belos modelos fossem de algum modo limitados porque isso lhes afectaria os rendimentos.

Ora no que ficamos com tudo isto, os fabricantes que continuam a construir carros mais “seguros” capazes de velocidades mais elevadas quando a velocidade máxima é constante e não ultrapassa os 120 km/hora. E o governo que fala de segurança na estrada, mas que na realidade não faz nada a não ser multar os infractores porque meter dinheiro nos cofres é sempre melhor do que o gastar na segurança dos eleitores. E por, fim, não pensem que me esqueci deles, mas aqueles malucos das máquina voadoras (que acredito que quando se espetam, até voam) que deviam ter era os carros apreendidos imediatamente assim que fosse determinado que o veículo tivesse sido alterado de algum modo para além do limite de velocidade permitido por lei (que teria de ser implementado em conjunto com o estrangulamento do resto dos motores dos automóveis vendidos em Portugal, porque senão ainda que se possa aprovar ficariam a existir dois pesos e duas medidas que nunca é bom numa democracia que já tem que chegue com que se preocupar com a inflação, o desemprego e todos os restantes problemas que aparentemente todos conseguem agravar mas que ninguém consegue resolver).

Conclusão, quando vejo alguém dizer que os radares vão ajudar a combater a sinistralidade e a reduzir o excesso de velocidade, alguém que tenha a honestidade e dignidade de dizer que pelo caminho vão é encher os bolsos à conta dos contribuintes como é costume, porque não lhes apetece realmente, desculpem a expressão, agarrar o problema pelos colhões e resolvê-lo.

Viva a liberdade de expressão.

dc

Richard Calmes Photography

Nova Scotia:








http://www.pbase.com/rcalmes/novascotia

neste dia...

Neste dia...

12 de Setembro: Feriado nacional em Cabo Verde.

* 1297 - Assinatura do Tratado de Alcanizes, definindo a fronteira entre Portugal e Castela.
* 1943 - Segunda Guerra Mundial: Benito Mussolini é resgatado por pára-quedistas alemães comandados pelo austríaco Otto Skorzeny.
* 2002 - Sérgio Vieira de Mello é nomeado alto-comissário das Nações Unidas para os Direitos Humanos.

Nasceram neste dia...

* 1902 - Juscelino Kubitschek, político brasileiro (m. 1976).
* 1913 - Jesse Owens, atleta americano (m. 1980).
* 1972 - Jason Statham, ator britânico.

Faleceram neste dia...

* 1957 - José Lins do Rego, escritor brasileiro (n. 1901).
* 1996 - Ernesto Geisel (na imagem), 32.º presidente do Brasil (n. 1908).
* 2003 - Johnny Cash, músico americano (n.1932)

não sei...

(para inaugurar a recriação de uma série de posts antigos do as.fases.da.lua)

Não sei onde a vida para e morte começa, sei apenas que vivo por uma vida que talvez nem seja minha, esqueço-me do inesquecível e convivo com que me desmente, não vou onde não quero ir e fico sempre onde estou quando quero ficar, a mais longínqua passagem do infinito olhar para o mar das minhas lamentações é apenas um pequeno salto interminável.

Tento ser quem sou, sem me esquecer de quem já fui e sem me esquecer de quem quero ser, apenas um sorriso me faz olhar de novo o mundo, aquele que sempre preferi ver pelo lado nocturno da lua e pelo lado brilhante de todas aquelas estrelas. Fico aqui sem saber para onde ir, neste silêncio que me auto-destrói e quando quero emergir nem sempre consigo, vou lutar por quem merece mas ninguém deseja ninguém que não deseja ser desejada então paro e penso como era bom ser apenas um ser ignorante e despreocupado e quem sabe se não será isso que sou...

Vivo cada dia na incerteza do meu incerto na dor do meu amor que já perdi, na algibeira de quem me teme , no olhar de quem me odeia e no coração de quem me deseja...com este silêncio é sofredor não sei quando vou sair mas por agora fico sozinha com ele não

vou ter medo de mim mesma...

K.K.

quinta-feira, 11 de setembro de 2008

uma bela recordação do passado...gompie

comprei o disco em 1996 em Londres, emprestei-o e nunca mais o vi...
agora, felizmente, há o youtube:

men in trees

e pois que disseram que Men in Trees é série de gajas... e não é que me fulminaram
mesmo ao meio... que melhor série para ver nos serões descoloridos das televisões
de TvCabos, Cabovisões e companhias ldas... mais... quiseram por mantinhas nas pernas
e rolos na cabeça dos homens que vêm (intelectualmente mais desenvolvidos do que a
generalidade destes bisontes que por aí andam, que enfiam dedos no cú no banho e choram
a ver A Favorita)... tenham mas é juízo...

...porra...

coisinhas boas I...

Quinta do Monte D'Oiro Reserva 2004 Tinto

Vinho Regional Estremadura, feito a partir das castas Syrah (96%) e Viognier (4%). Estagiou durante 15 meses em garrafa e 18 meses em barricas 100% novas de carvalho francês. Apresenta uma cor rubi/negra profunda, com um majestático bouquet que parece inundar o sentido do olfacto de fruta muito madura, de onde sobressaem notas de ameixas pretas e especiarias exóticas. Este é um vinho charmoso, quente e elegante, a ser saboreado em ocasiões especiais.
34,50€
em garrafeiranacional.com





Fernet Branca
F
ernet Branca é bitter, de espírito aromatico feito de 27 ervas e especiarias, incluindo a mirra, o rhubarb, a camomila, o cardamomo, o aloe, e o saffron, com uma base de álcool de uva. A receita é um segredo, e foi criada pela jovem Maria Scala em 1845.
14,00€
em garrafeiranacional.com

quarta-feira, 10 de setembro de 2008

obama universal













obama é um fenómeno de popularidade...não adianta negar!
depois de as crianças mostrarem que gostam do Obama, os
adultos de todas as áreas fizeram o mesmo, através da criação
de um conjunto de pins de apoio...
vamos apoiar o homem?

tradutor à beira dum ataque de qualquer coisa

(porque vida de tradutor é pedra...força aí david!)

já tiveram um daqueles dias maus? agora pensem, já tiveram

um mês mau? e que tal uns anos maus?

sinceramente acho que está na altura de mudar umas

perspectivas e uns pressupostos...

nesta vidinha da treta, ninguém tem mais direito que

outro(a) a queixar-se, mas ainda temos o direito de o

fazer sem pagar imposto, pois bem aqui vai...

esta p**a desta vida de m****a anda a dar-me cabo do

c*****o da saúde mental e anda a f***r-me a pouca sanidade

que ainda me resta, por isso se por ventura algum dia explodir

como uma bomba por causa de uma m***a qualquer que possa

acontecer não estranhem se eu mandar tudo para o c*****o

e partir para umas praias do sul e ir festejar com as nativas

a chegada do dia do juízo final a beber e a comer, a jogar e

a fumar, a f***r e a saltar por cima de tudo o que me irritar e

a dar cabo do que me apetecer...

e se isso não bastar, há sempre sexo, drogas e rock & roll,

que é o mote para quem ainda quer ir desta para melhor

de barriga cheia e de saco e bolso vazio...

e tenho dito, e se acham que isto é mau, bom é só porque

ando mesmo a precisar de férias, depois de 2 semanas de

descanso o medidor desce para metade...até lá a coisa só

vai é enchendo...

d.c. (editado)

e mais uma vez milhares de professores no desemprego

isto vai bonito vai, não resolvam a situação que não é preciso. ou isto leva uma daquelas voltas ou o nosso ensino vai mesmo e de forma total para o beleleu :)

e pode-se notar o modo como ele já anda, precisamos de escolas como deve ser, com professores como deve ser, com programas como deve ser, com livros como deve ser, com uma força de trabalho como deve ser, com formação de professores como deve ser, com materiais como deve ser, e acima de tudo com condições envolventes (salários, regalias, férias, etc, etc) como deve ser.

quando é que será que alguém faz alguma coisa para resolver o assunto, nunca!! pelo andar da carruagem...

mexam os cús seu políticos chupistas e façam o trabalho para que foram eleitos e metam as coisas como deve ser, e para aqueles que ainda assim fazem alguma coisa, notamos o vosso esforço mas não chega, é preciso mais...

e eu nem sou professor, nem pai de crianças em idade escolar, imagino como seria a minha disposição se fosse...

d.c.(editado)

terça-feira, 9 de setembro de 2008

today is not a good day

aaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaahhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhh!!!

há dias assim:

as coisas em Portugal são mal preparadas...quando chegamos a um local esperamos que a pessoa que nos aguarda já tenha feito algum do trabalho que devia e não espere pela nossa chegada para começar...a consequência são horas de espera

os profissionais são cada vez menos capazes neste país...sobretudo os advogados...estejamos a falar de simples formalizações de documentos ou de contenciosos, nunca as coisas são encaradas com seriedade ou em benefício do cliente...

as estradas estão cheias de "enconados"...nunca se viu nada assim...parece-me que cada vez mais as pessoas "arrastam" os carros pelas estradas, em vez de as libertarem para quem precisa...mas com o preço a que o combustível chegou...já não digo mais nada...

espertalhões...é o que por aí há mais. meio mundo a enganar o outro meio...porra

e quando a polícia não faz nada, ou melhor, faz a pessoa que se desloca à sua esquadra sentir-se imbecil ao denunciar um crime? não sabem do que estou a falar? somem africanos com ciganos e deitem uma pitada de psp da cova da piedade...

...e tudo isto num só dia!

oficialmente aberto...



prosa.em.linha.recta está oficialmente aberto!
aqui vamos escrever aquilo que quisermos, sobre o que quisermos,
apenas quando quisermos. não é um local de escrita obrigatória e
não tem um público alvo. não temos bloguite compulsiva, por isso,
não será uma blog biblico, apenas um blog como outro qualquer...
bem-vindos...

poema em linha recta

Nunca conheci quem tivesse levado porrada.
Todos os meus conhecidos têm sido campeões em tudo.

E eu, tantas vezes reles, tantas vezes porco, tantas vezes vil,
Eu tantas vezes irrespondivelmente parasita,
Indesculpavelmente sujo,
Eu, que tantas vezes não tenho tido paciência para tomar banho,
Eu que tantas vezes tenho sido ridículo, absurdo,
Que tenho enrolado os pés publicamente nos tapetes das etiquetas,
Que tenho sido grotesco, mesquinho, submisso e arrogante,
Que tenho sofrido enxovalhos e calado,
Que quando não tenho calado, tenho sido mais ridículo ainda;
Eu, que tenho sido cómico às criadas de hotel,
Eu, que tenho sentido o piscar de olhos dos moços de fretes,
Eu que tenho feito vergonhas financeiras, pedido emprestado sem pagar,
Eu, que, quando a hora do soco surgiu, me tenho agachado,
Para fora da possiblidade do soco;
Eu que tenho sofrido a angústia das pequenas coisas ridículas,
Eu que verifico que não tenho par nisto neste mundo.

Toda a gente que eu conheço e que fala comigo,
Nunca teve um acto ridículo, nunca sofreu um enxovalho,
Nunca foi senão princípe - todos eles princípes - na vida...

Quem me dera ouvir de alguém a voz humana,
Quem confessasse não um pecado, mas uma infâmia;
Quem contasse, não uma violência, mas uma cobardia!
Não, são todos o Ideal, se os oiço e me falam.
Quem há neste largo mundo que me confesse que uma vez foi vil?
Ó princípes, meus irmãos,

Arre, estou farto de semideuses!
Onde há gente no mundo?

Então só eu que é vil e erróneo nesta terra?

Poderão as mulheres não os terem amado,
Podem ter sido traídos — mas ridículos nunca!
E eu, que tenho sido ridículo sem ter sido traído,
Como posso eu falar com os meus superiores sem titubear?
Eu, que tenho sido vil, literalmente vil,
Vil no sentido mesquinho e infame da vileza.